Santa Teresa abençoa a HOBRA | Santa Teresa blesses HOBRA

Desde o estágio inicial do desenvolvimento da HOBRA – Residência Artística Holanda Brasil, uma coisa já se sabia: a interação entre os artistas reunidos pelo projeto, apesar de muito importante, não deveria ser um fim em si mesmo, mas se converter em algo para o público. A partir dessa premissa, criou-se o HOBRA PARA TODOS, evento que encerra a residência, no dia 31 de julho, no qual serão apresentados os trabalhos criados pelos representantes da Holanda e do Brasil. Para receber o evento, foram escolhidos dois espaços culturais, ambos na Rua Monte Alegre, em Santa Teresa: o Centro Cultural Municipal Laurinda Santos Lobo (foto acima) e o Museu Casa de Benjamin Constant (abaixo).

Museu Casa de Benjamin Constant.jpg

Embora os trabalhos ainda não estejam inteiramente prontos, alguns dos artistas já sabem qual imóvel (e qual cômodo dele) irão utilizar – o Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, por exemplo, será ocupado com espetáculos de teatro e dança, além de instalações. Os participantes da HOBRA vão apresentar suas obras em diferentes espaços: o teatro, a sala de exposição, o jardim e até uma área externa localizada nos fundos do casarão. “É a primeira vez que recebemos um projeto de residência artística”, ressalta Fernando Assumpção, diretor da instituição.

Transformado em centro cultural em 1978, o casarão rosado do final do século XIX foi antiga residência da Baronesa de Parina e também do senador Joaquim de Lima Pires Ferreira. Apesar de receber o nome da principal mecenas do bairro durante a belle époque carioca, a própria Laurinda Santos Lobo nunca morou no endereço. Foi do teatrólogo e diplomata Paschoal Carlos Magno a ideia de batizar o centro cultural em homenagem a ela, uma mulher à frente do seu tempo. Conhecida por sua elegância e espírito inquieto, Laurinda movimentou a sociedade carioca com saraus frequentados por políticos, intelectuais e artistas, como Villa-Lobos, Isadora Ducan, Tarsila do Amaral e João do Rio. Além de célebre anfitriã, foi uma ativista dos direitos da mulher. “Laurinda era uma mulher que transitava entre a poesia, a música e a pintura, por todas as linguagens. Um projeto como a HOBRA nos permite resgatar a sua memória”, diz Assumpção.

Na mesma rua, a poucos metros dali, o Museu Casa de Benjamin Constant também receberá parte dos projetos da HOBRA. O imóvel, que preserva os aspectos das moradias típicas de meados do século XIX, no Rio de Janeiro, abriga um acervo ligado aos diversos aspectos da vida privada e pública de Benjamin Constant – militar, engenheiro, professor, estadista e diretor do antigo Imperial Instituto dos Meninos Cegos, fundado em 1854 por D. Pedro II, hoje conhecido como Instituto Benjamin Constant.

Equipe do Museu Casa de Benjamin Constant.jpg

A casa é rodeada de um espaço verde de 10500 metros quadrados, que integra a Área de Proteção Ambiental – APA de Santa Teresa desde 1985.  E será numa parte dos jardins e do caramanchão que os artistas vão apresentar suas obras durante o evento de encerramento. “É muito interessante dinamizar o espaço do museu com uma proposta artística tão rica como a da HOBRA, abrindo espaço para a arte contemporânea e promovendo uma interseção com o bairro de Santa Teresa”, acredita Elaine Carrilho, museóloga e diretora do museu (na foto acima, com a equipe da instituição). O diretor de produção da HOBRA, Victor Haim, ficou impressionado com a sinergia logo na primeira visita ao local: “Ficamos emocionados de ver o cuidado da equipe com o museu e com a atenção que foi dada ao projeto.”

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Since the initial stages of development of HOBRA – Residência Artística Holanda Brasil, one thing is already known: the interaction between the artists gathered for the project, although important, should not be an end in itself, but become something for public. From this premise, was created the HOBRA PARA TODOS (HOBRA FOR ALL), the event that closes the residency, on July 31st, where will be presented the works created by the representatives of the Netherlands and Brazil. To host the event, were chosen two cultural spaces, both at Rua Monte Alegre in Santa Teresa: Centro Cultural Municipal Laurinda Santos Lobo (pictured above) and Museu Casa Benjamin Constant (below).

Museu Casa de Benjamin Constant

Although the works are not yet fully ready, some of the artists already know which of those places (and which room in it) will be used – Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, for example, will be busy with theater and dance performances, besides installations. The HOBRA participants will present their works in different areas: in a theater, a showroom, in the garden and even an outdoor area located in the back of the mansion. “It’s the first time we host a residency project,” says Fernando Assumpção, director of the institution.

Transformed into a cultural center in 1978, the pink mansion from the late 19th century was the former residence of Baroness of Parina and also of Senator Joaquim de Lima Pires Ferreira. Despite receiving the name of the main Maecenas of the neighborhood during Rio’s belle époque, Laurinda Santos Lobo herself has never lived at the address. It was the playwright and diplomat Paschoal Carlos Magno’s the idea of baptizing the cultural center after her, who was a woman ahead of her time. Known for her elegance and restless spirit, Laurinda moved Rio’s society with soirees frequented by politicians, intellectuals and artists such as Villa-Lobos, Isadora Duncan, Tarsila do Amaral and João do Rio. In addition to being a famous hostess, she was an activist for women’s rights. “Laurinda was a woman who moved between poetry, music and painting, through and within all languages. A project like HOBRA allows us to rescue her memory”, says Assumpção.

In the same street, just a few meters away, Museu Casa de Benjamin Constant will also host some of HOBRA’s projects. The property, which preserves aspects of the typical houses of the mid-nineteenth century, in Rio de Janeiro, holds a collection on the various aspects of private and public life of Benjamin Constant – military, engineer, teacher, statesman and director of the former Instituto Imperial dos Meninos Cegos (Imperial Institute of Blind Boys), founded in 1854 by D. Pedro II, now known as Benjamin Constant Institute.

Equipe do Museu Casa de Benjamin Constant

The house is surrounded by a green area of 10,500 square meters, which is part of the Environmental Protection Area (APA) – Santa Teresa, since 1985. And it will be a part of the gardens and the gazebo that artists will present their works during the closing event. “It is very interesting boost the museum space with an artistic proposal as rich as HOBRA’s, making room for contemporary art and promoting an intersection with the Santa Teresa neighborhood,” believes Elaine Carrilho, museologist and the museum’s director (pictured above, with the staff of the institution). The production manager of HOBRA, Victor Haim, was impressed with the synergy right at the first site’s visit: “We were thrilled to see the team’s care of the museum and the attention that was given to the project.”

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