HOBRA terminada (ou talvez não…) | HOBRA finished (or maybe not…)

Após um mês de contato pela internet e três semanas de convívio pessoal entre os 21 artistas da HOBRA – Residência Artística Holanda Brasil encerraram o projeto em clima de celebração. No domingo, 31 de julho, a menos de uma semana do início dos Jogos Rio 2016, o belo casarão do Centro Cultural Laurinda Santos Lobo e a área externa do Museu Casa de Benjamin Constant, ambos em Santa Teresa, serviram de palco para a apresentação dos trabalhos desenvolvidos. Ao longo de um bela tarde de sol, cerca de 700 pessoas passaram pelos dois espaços para conferir obras de arte, performances, projeções e peças de teatro.

O dia começou com um coquetel para convidados, no jardim do Centro Cultural Laurinda Santos Lobo. Idealizadores da residência, os curadores Cesar Augusto e Jorn Konijn agradeceram a todos os envolvidos e enalteceram o sentido de parceria entre instituições e artistas brasileiros e holandeses em seus discursos. O cônsul dos Países Baixos, Arjen Uijterlinde, também se mostrou entusiasmado com a HOBRA, e chegou a sugerir a possibilidade de uma nova edição do projeto. “Conversei com os artistas holandeses sobre o que eles estão levando deste convívio e a resposta unânime foi sobre a criatividade e o improviso que existe no Brasil. Foi ótimo ver artistas dos dois países falando a língua universal da arte. O resultado é estimulante, e penso que poderíamos, no futuro, fazer uma nova edição na Holanda, levando os artistas brasileiros para lá.”

Logo às 13 horas, quando o evento foi aberto ao público, uma sessão de UberPool Rio, de Dan Gielis, cativou e arrancou risadas da plateia. No meio da tarde, todo mundo parou para ver A Fonte (foto no alto), da dupla de coreógrafos Dani Lima e Fernando Belfiore (as crianças, intrigadíssimas, observavam com muita atenção os bailarinos que cuspiam água como esculturas vivas de um chafariz). Performances como Electro Lectures, de Jonas Ohlsson, e Oráculo, da dupla Yuri Veerman e Clara Meliande, também mobilizaram o público, que continuava chegando no início da noite. “Achei incrível ver como tem gente pensando e fazendo arte de uma maneira completamente solta e desprendida dos conceitos tradicionais. E ver também como tem gente bancando essa ideia”, disse Carolina Albuquerque, estudante de Arquitetura e uma das visitantes. “Não sei como é na Holanda, mas não parece fácil ‘vender esse peixe’ aqui no Brasil, onde a discussão da arte é exclusividade de uma elite.”

Que venha a edição holandesa da HOBRA, então!

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[to be translated]

 

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